Ovários Policísticos - Papo Médico Com Dr. Rodrigo Rosa

Olá!!
Hoje é dia da nossa coluna médica com o Dr. Rodrigo Rosa. O tema deste mês é ovários policísticos.

Síndrome de Ovários Policísticos: infertilidade e tratamentos

A Síndrome de Ovários Policísticos, conhecida como SOP, é um distúrbio endócrino que provoca a formação de cistos nos ovários tornando o órgão até três vezes mais largo do que o tamanho normal. A causa não é bem compreendida, mas pode envolver uma combinação de fatores genéticos e ambientais.

A doença é caracterizada por alterações hormonais que impedem ou dificultam a gravidez de forma natural. Essas mudanças promovem a ausência de ovulação, trazendo irregularidade nos ciclos menstruais.

A SOP afeta de 6% a 10% das mulheres em idade reprodutiva, o que representa cerca de 30% dos casos de infertilidade conjugal. Só no Brasil são registrados mais de 2 milhões de casos por ano. O diagnóstico pode ser feito depois de um ultrassom ou exame de toque feito pelo ginecologista.

Geralmente, as mulheres com histórico de Síndrome dos ovários policísticos apresentam ciclos menstruais com intervalos maiores de 35 dias e muitas só menstruam após uso de medicamentos. Além das alterações nos ciclos menstruais, a SOP ocasiona alterações da pele (acne e hirsutismo) e alterações metabólicas importantes (obesidade, diabetes e risco de câncer de endométrio). 

Normalmente, o tratamento é feito por meio da utilização de hormônios com o objetivo de regularizar as atividades dos órgãos, com a ajuda de indutores de ovulação. Quem não planeja engravidar pode adotar um tratamento com uso de pílulas anticoncepcionais para normalizar a menstruação, além de utilizar a metformina para controlar o distúrbio no metabolismo dos carboidratos. Deve-se lembrar que os contraceptivos apenas controlam os sintomas, mas não tratam a origem da síndrome e não curam a SOP.

Para manter os sintomas sob controle é comum os médicos orientarem suas pacientes sobre a adoção de dietas balanceadas acompanhadas da prática de exercícios físicos, especialmente quando as mulheres apresentam obesidade. 
Pedi este tema ao Dr. Rodrigo, pois eu tenho esta síndrome e sofri bastante com ela, principalmente na adolescência. Hoje os tratamentos são mais modernos e por isso estava muito curiosa para ler a coluna deste mês.No meu caso, meu maior problema foi a luta contra a acne, que era muito intensa e me trouxe muitos transtornos, principalmente de autoestima. Não tive dificuldade para engravidar.

Relembre os temas abordados aqui no nosso papo médico com o Dr. Rodrigo

Rodrigo da Rosa Filho é Graduado em medicina pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp/EPM), Membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH) e da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo (SOGESP),  co-autor/colaborador do livro “Atlas de Reprodução Humana” da SBRH e autor do livro ” Ginecologia e Obstetrícia- Casos clínicos” (2013). É diretor clínico e sócio-fundador da clínica de reprodução humana Mater Prime.

Obrigada Dr. Rodrigo pela sua contribuição, seus esclarecimentos tem ajudado nossas leitoras. Esta coluna me deixa muito feliz.  Gostou do tema deste mês? Você gostaria de ver algum outro tema apresentado aqui? Você pode nos escrever, deixando sua sugestão ou sua dúvida. Até o mês que vem!!


Comentários

  1. Nossa, nem sabia da existência dessa doença. Recentemente, durante uma viagem descobri a endometriose através de uma blogueira que mantêm um blogue sobre o tema. Mas também nunca tinha ouvido falar. É sempre bom se inteirar desses assuntos até para lembrar do quão importante é ir ao médico com regularidade e saber do andamento do nosso corpo por dentro.

    bacio

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  2. Essa coluna é ótima e sempre explica e esclarece muito bem os assuntos abordados.
    Eu tenho uma prima que tem a síndrome e já sofreu um bocado com ela, mas graças a Deus, como você, não houve problemas para engravidar.

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  3. Tenho algumas amigas com este problema. Enfrentaram muita dificuldade para engravidar! Com os tratamentos sofisticados, como aponta o dr., e informação, é possível vencer a síndrome.

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  4. Isso é mais comum do que imaginava! Várias das minhas amigas têm. A maioria teve dificuldades em engravidar, mas quase todas conseguiram. Ainda bem!

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  5. Ótimo tema para ser falado, algumas ainda desconhecem a doença e informação nunca é demais.

    Bjs Mi Gobbato

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