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Resenha: Parque Industrial | Pagu⁣ ⁣⁣⁣| Companhia das Letras

A resenha de hoje é do livro Parque Industrial, escrito por Pagu, da Companhia das Letras.

Sinopse: Nascido em tom de esperança, Parque industrial foi escrito em 1932, quando Pagu tinha 22 anos, e publicado no ano seguinte sob o pseudônimo Mara Lobo. Em sua Autobiografia precoce, ela escreve sobre o romance: "Pensei em escrever um livro revolucionário. [...] Ninguém havia ainda feito literatura desse gênero. Faria uma novela de propaganda que publicaria com pseudônimo, esperando que as coisas melhorassem. Não tinha nenhuma confiança nos meus dotes literários, mas como minha intenção não era nenhuma glória nesse sentido, comecei a trabalhar". Abordando as consequências da industrialização brasileira do século XX, Parque industrial se consagrou tanto como retrato de época quanto como um manifesto em favor de seus personagens. Com habilidade sutil, Pagu denuncia as precárias condições enfrentadas pelas trabalhadoras da indústria têxtil paulistana, alinhando a isso as frustrações, traumas e vivências pessoais da mulher proletária. Ao mesmo tempo universal e particular, este livro é passagem obrigatória não só para os leitores de Pagu, mas a quem se interessa pelo panorama social do período.

#ResenhaMaeLiteratura⁣⁣⁣⁣⁣

Patrícia Rehder Galvão, conhecida pelo pseudônimo de Pagu, foi poetisa, romancista, crítica, cronista, ilustradora e autora teatral. Não tinha lido nada dela ainda e por isso quando soube do lançamento desta edição, fiquei muito curiosa para conferir.⁣

O livro foi escrito em 1932, quando Pagu tinha 22 anos, e publicado no ano seguinte sob o pseudônimo Mara Lobo. 

Uma leitura rápida, intensa, crua e seca. A autora narra a luta dos operários por melhores condições de trabalho. Aborda preconceitos, luta de classes e outros temas importantes. Uma crítica social interessante.⁣

Gostei de revisitar minha São Paulo com o olhar da autora, certamente um olhar um tanto quanto desiludido, mas que faz sentido historicamente.⁣

Achei a capa, de Elaine Ramos, bonita e diferente, combinou com o texto.⁣

Você leu ou quer ler este livro? Me conta!⁣⁣

Sobre a autora
Patrícia Rehder Galvão, conhecida pelo pseudônimo de Pagu, foi poetisa, romancista, crítica, cronista, ilustradora e autora teatral, Pagu foi uma revolucionária. Bem antes de virar Pagu, apelido que lhe foi dado pelo poeta Raul Bopp, Zazá, como era conhecida em família, já era uma mulher avançada para os padrões da época, pois cometia algumas “extravagâncias” como fumar na rua, usar blusas transparentes, manter os cabelos bem cortados e eriçados e dizer palavrões. Nada compatível com sua origem familiar. Aos 19 anos, recém saída da Escola Normal da Capital, em São Paulo, juntou-se ao movimento antropofágico – gestado pelo casal modernista Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral, Mário de Andrade e Raul Bopp, dentre outros. Estreou na Revista de Antropofagia em sua fase mais radical, a chamada “segunda dentição”, juntamente com Oswald, com quem foi casada de 1930 a 1934. Aos 20 anos, viajou a Buenos Aires, onde encontrou o líder comunista Luís Carlos Prestes e conheceu o escritor Jorge Luís Borges. Militante do Partido Comunista, Pagu foi a primeira mulher presa por questões políticas no Brasil por sua participação em greve dos estivadores de Santos, em 1931. Permaneceu presa algumas semanas na Cadeia de Santos, edifício que atualmente sedia a Oficina Cultural Regional Pagu – da qual é patronesse. Correspondente de vários jornais, Pagu visitou os Estados Unidos, o Japão e a China. Entrevistou Sigmund Freud e assistiu à coroação de Pu-Yi, o último imperador chinês. Por intermédio dele, conseguiu sementes de soja que foram enviadas ao Brasil e introduzidas na economia agrícola nacional. Casada com o crítico de arte Geraldo Ferraz, radicou-se em Santos e foi crítica literária, teatral e de televisão do jornal “A Tribuna”. Liderou a construção do Teatro Municipal, fundou a Associação dos Jornalistas Profissionais e criou a União do Teatro Amador de Santos, por onde passariam os novatos Aracy Balabanian, José Celso Martinez Correa, Sérgio Mamberti e Plínio Marcos. Pagu foi também a primeira tradutora de Arrabal para o português, introduzindo o teatro do absurdo no cenário brasileiro. Lutou desde 1949 contra um câncer, e encerrou sua brilhante trajetória no ano de 1962.

📚 Parque Industrial
Leitura #21 de 2022
Autor: Pagu
Ano: 2022
Páginas: 112
Editora: Companhia das Letras
Livro cedido pela Editora
Minha avaliação: 3 (de 5 estrelas)
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