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Entrevista com a Autora Luisa Bérard


Olá!! 
Hoje é dia de entrevista aqui no blog. Minha convidada é uma mulher determinada e que tem uma história muito bacana, Luisa Bérard. Conheci o trabalho da Luisa pelas redes sociais e fiquei encantada. Luisa é alagoana, vive em Recife e tem 43 anos. Trabalhou como advogada até descobrir seu talento para a literatura. Depois de uma conversa com sua irmã Teresa, durante as festas de fim de ano, tomou coragem e decidiu passar para o papel toda aquela história que já habitava sua mente há tempos. Em 2018, afastou-se da advocacia para dedicar-se à autopublicação e divulgação de seu primeiro trabalho. Vendeu em esquema independente mais de 2 mil livros impressos. A obra ganha projeção nacional com seu relançamento, em novembro de 2018, pela Editora Novo Conceito, uma das maiores editoras de romance de ficção do país, com mais de 380 títulos publicados. Confira nosso bate papo

1) Olá Luisa, por favor, apresente-se para nossos leitores.
Luisa: Posso dizer que antes de me descobrir como escritora, eu sempre fui uma amante inveterada dos livros e de séries históricas de TV. Gosto de tudo em um livro; desde passear aleatoriamente em uma livraria em busca de um título que chame a minha atenção – literalmente perdida entre as estantes –, até aquela sensação de ansiedade que o leitor fica para descobrir o final da história, ainda que isso me custe uma noite em claro... E olhe que isso já me aconteceu inúmeras vezes! O mesmo ocorre com as séries de TV, que, além de atualmente contarem com roteiros impecáveis, também servem de importante referencial para melhor conhecer uma época ou acontecimento histórico.

2) O livro “Nas Montanhas do Marrocos”, publicado pela Editora Novo Conceito é o seu primeiro romance? Como surgiu a idéia de escrevê-lo?
Luisa: Sim, o livro “Nas montanhas do Marrocos” marca a minha estreia no meio literário. E como muitas coisas que acontecem nesta vida, a ideia de escrevê- lo foi resultado de uma despretensiosa conversa com minha irmã que anteviu na história casualmente narrada o potencial de um livro. Antes disso sequer imaginava tal possibilidade!

3) Você gosta de viajar? Conheceu Marrocos e a Inglaterra?Luisa: Sem dúvida, amo viajar. Considero um dos grandes prazeres desta vida e sempre que posso dou um jeito de conhecer outros países e culturas. Sobre conhecer os lugares descritos no romance “Nas montanhas do Marrocos”, como é o caso da Inglaterra e do Marrocos, curiosamente, isso não foi nem é um pré-requisito necessário para mim. Diferentemente do que se possa inicialmente pensar, o mais importante na construção de romances históricos é fazer uma ampla pesquisa da época que se pretende retratar na obra (como ocorre no meu livro, o qual é inicialmente ambientado em 1847), de modo a garantir a maior fidelidade possível entre texto e registros do passado. Principalmente porque, por mais que se conheça esses lugares hoje, é inegável a disparidade de hábitos e comportamentos contemporâneos com os de outrora.

4) Me chamou a atenção o seu romance ser ambientado na Inglaterra vitoriana, como foi trabalhar num romance histórico?
Luisa: Garanto que trabalhar em um romance ambientado na Inglaterra, em pleno século XIX, foi um verdadeiro deleite. Sou apaixonada por História e o período do reinado da rainha Vitória é um dos meus preferidos para estudo. Sem falar na minha paixão e fascinação pelo Marrocos que escapa a qualquer explicação lógica e racional.

5) O seu trabalho como advogada influenciou a sua escrita? Como é esta relação?
Luisa: Certamente, a advocacia teve papel fundamental porque me ajudou a desenvolver a escrita. O escrever de forma clara e compreensível é fundamental para o convencimento de uma tese/defesa perante o Judiciário. Se o advogado não souber colocar no papel suas ideias e argumentos de forma objetiva e articulada, como poderá convencer o juiz a decidir a favor do seu cliente?! E esse exercício foi praticado por mim ao longo de toda a minha carreira profissional.

6) Como foi deixar a advocacia para se dedicar à escrita?
Luisa: Na verdade, eu apenas me afastei temporariamente da advocacia. Não houve uma decisão definitiva; até porque tudo nesta vida sempre pode mudar. A única certeza é de que, hoje, eu quero e vou me dedicar integralmente ao mundo literário. Isso é o que eu amo fazer e pretendo seguir neste caminho enquanto essa escolha der sentido à minha vida.

7) Como é o processo de criação dos seus livros? Você tem uma rotina de escrita? Você se dedica exclusivamente ao seu trabalho como escritora?
Luisa: Sobre o meu processo criativo, percebo que primeiro eu desenvolvo mentalmente a história principal do livro. Depois eu roteirizo a sequência de cenas, para somente depois escrever o texto. É claro que ao longo da escrita algumas coisas são acrescentadas e outras excluídas. Afinal, é um processo dinâmico. Mas a ideia principal sempre permanece intocada. E os pequenos ajustes visam melhor adequar o desenrolar da história originalmente concebida. No que diz respeito ao meu trabalho como escritora, espero estabelecer em 2019 uma rotina diária de escrita, pois finalmente terei tempo para me dedicar integralmente a essa atividade.

8) Como é o seu contato com os fãs?
Luisa: Você não pode imaginar o quanto eu valorizo esse contato. Faço questão de responder todas as mensagens enviadas pelos que leram e se interessaram pelo meu livro através de minhas redes sociais. É por meio deles que eu consigo sentir como o meu trabalho está sendo recepcionado pelo público e considero isso um importante parâmetro na hora de tomar decisões para os meus próximos projetos literários.
9) Você escuta músicas quando escreve? Se fosse montar uma playlist para Nas Montanhas do Marrocos, qual seria? 
Luisa: Enquanto estou escrevendo, não. Normalmente, eu ouço músicas que tenham a ver com o local que estou escrevendo antes de continuar o texto. Isso me faz entrar no “clima” do lugar. Inclusive, no caso do romance “Nas montanhas do Marrocos”, eu tenho uma playlist disponível no SPOTIFY, com o mesmo título do livro, já organizada com músicas que me inspiraram a escrever as passagens ambientadas no Marrocos.

10) Conte sobre projetos em andamento e/ou futuros. Outro livro em produção?
Luisa: Em 2019, vou começar a escrever meu segundo livro. Acredito que será uma experiência ainda mais gratificante, pois conseguirei me dedicar a este projeto com exclusividade. E eu não vejo a hora de estar inteiramente envolvida no apaixonante universo dos meus novos e queridos personagens!
Papo rápido
Um livro: “Pássaros Feridos”, da Colleen McCullough.
Um filme: “Entre dois Amores” (Out of Africa), do diretor Sidney Pollack.
Um escritor/escritora: Miguel Souza Tavares.
Um ator/atriz: Romy Schneider.
Um personagem: Scarlet O’Hara, de “E o Vento Levou” (Gone with the Wind).
Um desejo: A cada livro publicado superar mais e mais as expectativas dos meus leitores.
Gosto de: Livros, cinema e séries históricas de TV.
Uma frase: "A busca de segurança é realmente um apego à certeza, ao conhecido, que é a prisão de nosso condicionamento passado. A libertação de nosso passado está na sabedoria da incerteza. Sem ela a vida é apenas a repetição de lembranças desgastadas." (CHOPRA, DEEPAK. As sete leis espirituais do sucesso. 8ª edição. Rio de Janeiro: Best-Seller, 2017, p.95)


Acompanhe o trabalho da Luisa Berard nas redes socias
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Spotify: Luisa Bérard
E-mail: falecom@luisaberard.com.br

Luisa, foi um prazer saber mais sobre você e seu trabalho. Lerei seu livro ao som da sua playlist! E olha só que bacana temos muito em comum, escolhemos o mesmo livro preferido e gosto muito da escrita do Miguel Souza Tavares.
O livro Nas montanhas do Marrocos já está no meu criado mudo e em breve voltarei com a resenha deles para vocês.

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