Resenha: A Única Mulher | Marie Benedict | Planeta de Livros

 

Se você também gosta de histórias de guerra, baseadas em fatos reais, não pode deixar de ler A Única mulher, de Marie Benedict, lançamento da Planeta de Livros.

Um livro excelente, que simplesmente me prendeu de um jeito que só consegui largá-lo quando terminei a leitura, ou seja, devorei este livro.

A trama começa com uma apresentação no teatro da jovem austríaca Hedy Kiesler, interpretando Sissi, a imperatriz. Dona de uma beleza hipnotizante desperta a atenção de Friedrich Mandl, um poderoso e envolvente comerciante de armas austríaco.

Pra proteger seus pais, que são judeus, e a si mesma, aceita se casar com ele, um casamento rápido que logo mostra que o mundo mágico que ela imaginou não existe.

Vivendo perigosamente e convivendo com as flutuações de humor do seu marido, a jovem vai aprendendo a "ouvir" um mundo de segredos e conspirações, guardando estes dados, que poderão ser úteis no futuro. 

Fugindo deste casamento que se assemelha à uma prisão numa gaiola dourada, Hedy escapa para os Estados Unidos e volta a ser atriz, tornando-se a grande atriz de sucesso, Hedy Lamarr. Linda e desejada pelos homens, faz muitos filmes e convive com os maiores astros da sua época, ela é uma grande diva também.

Só que em meio ao sucesso, há o remorso de ter fugido sozinha, de não ter usado as informações privilegiadas que teve acesso para ajudar seu povo a escapar das garras de Hitler, e assim começa a parte mais bacana do livro. 

Paralelo ao seu trabalho com atriz, ela se une à um músico inventor e juntos desenvolvem uma tecnologia de espalhamento espectral que poderia ajudar e muito a marinha americana na guerra. Esta atividade não é do conhecimento dos seus fãs, nem do mundo. 

São estas descobertas que revolucionaram os sistemas de comunicação e que deram origem a tecnologias como o wi-fi e o bluetooth. É muito interessante acompanhar suas criações e descobertas, embora para alguém de humana como eu, soem absolutamente incompreensíveis.

Uma mulher inteligente, que se tornou uma cientista brilhante e que infelizmente não foi reconhecida pelos seus feitos. Ela e seu sócio conseguiram patentear os seus inventos, mas foram ignorados pelo governo americano.

A autora levanta a questão do preconceito por Hedy ser mulher e atriz famosa e parece fazer sentido, pois após muito anos, a Marinha se aproveitou das suas pesquisas, sem nunca ter dado os créditos à ela. 

A escrita de Marie é fluida e muito envolvente. O livro é narrado em primeira pessoa por Hedy, o que torna a leitura ainda mais interessante e pessoal.

Eu achei a capa belíssima, a edição do livro é linda e muito caprichada, excelente diagramação e boa revisão. São 44 capítulos e no final encontramos a nota da autora, que explica dados importantes sobre a preparação do livro e uma conversa com a mesma. 

Um livro muito interessante e diferente, um ótimo trabalho da autora. Marie Benedict é advogada e graduada em história e história da arte. Nos seus livros, pesquisa e traz ao público mulheres que realizaram grandes feitos e foram "esquecidas" ou ignoradas pela história, o que eu achei sensacional. Recomendo a leitura!


A Única Mulher
Autor: Marie Benedict
Ano: 2016
Páginas: 320
Editora: Planeta
Livro cedido pela editora
Minha avaliação: 5/5 estrelas
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Participam também do BEDA: Lunna Obdulio | Chris | Drica | Neto | Darlene Carol | Ale

Comentários

  1. OI, Clauo!
    Eu não conhecia esse livro, mas gosto muito de histórias que me remetam a períodos históricos marcantes, como foi as duas grandes guerras, são períodos dolorosos, mas que nos fazem pensar que precisamos estar sempre lutando pela paz!
    Abração,
    Drica.

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  2. Clauo, achei extremamente interessante esse enredo, fiquei com muita vontade de ler! Amo histórias de guerra, as fugas são muito sofridas sempre e trazem muitas questões e dúvidas emocionais à tona. Quero muito ler! Beijos!

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