Resenha: Os Olhos da escuridão | Dean Koontz | Citadel Editora



Hoje trago para vocês a resenha do livro Os Olhos da escuridão, do Dean Koontz, Grupo Editorial Citadel. Li este livro na leitura coletiva organizada pela LC Agência de Comunicação, parceira antiga e querida do MãeLiteratura.

Fiquei muito feliz com este convite e devorei o livro. Foi difícil pausar a leitura, mas foi importante seguir o cronograma. Percebo que aproveito muito mais as leituras feitas assim, por capítulos.

Alta expectativa e ansiedade podem ter contribuído para me trazerem algumas frustrações com esta leitura e vou explicar tudo aqui para vocês.

A grande chamada desta leitura era a pergunta: "um triller de Dean Koontz, de 1981 previu o surto de coronavírus?" e claro que eu fiquei doida para descobrir e assim mergulhei nesta trama.

O livro é bem escrito, não conhecia a escrita de Dean e achei bem fluida, interessante e eletrizante. Quero ler os outros livros dele. Devorei as duas primeiras partes e estava desesperada para saber o que tinha acontecido.

Participar das discussões com o grupo trouxe com certeza ainda mais emoção e curiosidade, pois elaboramos várias teorias, que íamos confirmando ou não no decorrer da leitura.

Tina é uma mulher que luta para elaborar o luto pela morte trágica do seu único filho, Daniel, aos 8 anos, num acidente horrível quando participava de uma excursão de escoteiros. Todos os jovens, incluindo os dois instrutores faleceram no local. Devido ao estado do corpo, ela e seu marido na época não puderam ver Danny e o funeral foi feito em caixão lacrado.

Após um ano, Tina luta para retomar sua vida e finalmente alcança o sucesso, ao produzir um mega show num dos teatros/casinos de Las Vegas. Eu adorei esta temática e as passagens do show e deste universo tão rico em luxo, luzes e cores. Trouxe um equilíbrio e uma distração ao tema tão pesado da perda do seu filho.

Um dia antes da grande estréia, Tina é acordada com eventos em casa, mais especificamente no quarto do filho (que ela ainda não desmontou) e avisos numa lousa, escrito: NÃO ESTÁ MORTO NÃO ESTÁ MORTO NÃO ESTÁ MORTO.

E aí começa uma trama cheia de suspense, muitas emoções e uma corrida para tentar entender quem está fazendo isso e com qual objetivo. Nesta busca desesperada para desvendar o que está acontecendo, Tina vai contar com uma ajuda muito especial, Elliot, um advogado bonitão, que trabalhou como espião na época da guerra fria. Uma pitada de romance também veio bem, trazendo mais leveza ao tema angustiante.

Confesso que me incomodou o desfecho do livro. Obviamente que não posso te contar, para não te dar nenhum spoiler e tirar a graça da leitura, mas posso adiantar que senti uma mudança brusca no ritmo da trama e não "comprei" totalmente a idéia do autor para justificar todo o mistério. O desfecho teve explicações que me soaram um tanto quanto fáceis e fantasiosas demais. Entendo seu simbolismo, mas acho que esperava algo mais elaborado. Obviamente que isso não tira o mérito da leitura e o que pode não ter me agradado, pode te agradar, leitor!

A capa é muito bonita, adorei a edição caprichada da Citadel. Diagramação perfeita, cada capitulo recebeu uma ilustração especial, que lembra algo de gelo ou galhos da floresta. Gostei dos detalhes e do cuidado nesta edição bonita. A trama se passa em 4 dias, intensos, dramáticos e que tiram o fôlego do leitor.

A mensagem do livro é sobre o amor, amor materno, que nunca morre e a busca pela verdade, achei isso muito bonito. Por isso minha recomendação é que você leia o livro, tire suas conclusões e depois venha conversar comigo, para trocarmos nossas impressões sobre esta leitura diferente e bacana.

Os Olhos da escuridão
Autor: Dean Koontz 
Tradutor: Debora Isidoro
Ano: 2020
Páginas: 272 
Classificação: 4/5 estrelas
Editora: Citadel 
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Para comprar: Citadel
Sinopse

Comentários

  1. Oi Clauo! Foi um prazer participar com você dessa leitura coletiva, tive impressões bem parecidas com as suas. Amei o livro até um ponto e detestei o final. Acho que o autor tinha outra opções que dariam um final muito melhor. Beijos! Karla Samira

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