#12Livrospara2019 - Janeiro

Olá!
Hoje trago para vocês a resenha do livro A Filha perdida, de Elena Ferrante, Editora Intrínseca. Escolhi este livro para ser o livro de janeiro da nossa TAG #12livrospara2019. Esta TAG é uma parceria com os blog Mundinho da Hanna e Pacote LiterárioNão deixe de passar nos blogs das meninas para conferirem suas postagens!
Todo dia 12 postarei a resenha de um livro que estava na minha biblioteca aguardando a leitura. A idéia é ler livros que são meus e esperam na fila de leitura. 

Sinopse
“As coisas mais difíceis de falar são as que nós mesmos não conseguimos entender.” Com essa afirmação ao mesmo tempo simples e desconcertante Elena Ferrante logo alerta os leitores: preparem-se, pois verdades dolorosas estão prestes a ser reveladas. Lançado originalmente em 2006 e ainda inédito no Brasil, o terceiro romance da autora que se consagrou por sua série napolitana acompanha os sentimentos conflitantes de uma professora universitária de meia-idade, Leda, que, aliviada depois de as filhas já crescidas se mudarem para o Canadá com o pai, decide tirar férias no litoral sul da Itália. Logo nos primeiros dias na praia, ela volta toda a sua atenção para uma ruidosa família de napolitanos, em especial para Nina, a jovem mãe de uma menininha chamada Elena que sempre está acompanhada de sua boneca. Cercada pelos parentes autoritários e imersa nos cuidados com a filha, Nina parece perfeitamente à vontade no papel de mãe e faz Leda se lembrar de si mesma quando jovem e cheia de expectativas. A aproximação das duas, no entanto, desencadeia em Leda uma enxurrada de lembranças da própria vida — e de segredos que ela nunca conseguiu revelar a ninguém. No estilo inconfundível que a tornou conhecida no mundo todo, Elena Ferrante parte de elementos simples para construir uma narrativa poderosa sobre a maternidade e as consequências que a família pode ter na vida de diferentes gerações de mulheres.
Minhas impressões
Este é o segundo livro que leio da Elena e mais uma vez gostei muito da leitura. Forte, impactante e reflexivo. Começo a leitura me identificando com Lena, uma mulher madura, separada, com duas filhas moças, que naquele momento moravam com o pai em outro país, no Canadá.

A história é ambientada na Itália, o que sempre me desperta ainda mais interesse na leitura. Lena é professora universitária e aproveita suas férias, para alugar um apartamento numa cidade litorânea. Ao frequentar sempre a mesma praia, ela começa a observar e analisar um grupo de frequentadores. Uma família napolitana, que remete à família de origem dela. Uma mulher jovem e sua filha, chamam a atenção de Lena. O relacionamento das duas, a cumplicidade que demonstram atraem a atenção da nossa protagonista.

Ao mesmo tempo que observa mãe e filha, cenas vivenciadas, memórias familiares lhe vêem a tona. Em breves diálogos com esta dupla e sua cunhada, grávida, descobrimos passagens na vida de Lena que causam estranheza nestas mulheres ( e nos leitores). Temas como compromisso, relação materna, relacionamento conjugal, dilemas na profissão, sentimentos contraditórios e emoções desencontradas, fazem parte desta trama interessante e diferente.

Não espere um livro ágil, cheio de aventuras, mas sim um livro reflexivo, escrito numa linguagem vigorosa e provocadora. Até que ponto vale a pena abrir mão de segurança para ir atrás dos seus anseios? Me identifico com o que vejo ou com o que desejo ver? São alguns dos questionamentos que este intrigante livro me trouxe. 

As afirmações e reflexões de Elena são outro ponto alto do livro. Eu adorei e separei várias passagens que me chamaram muito a atenção e compartilho com você. A primeira é a que abre a sinopse. 

“As coisas mais difíceis de falar são as que nós mesmos não conseguimos entender.” (página 06)


" As línguas, para mim, têm um veneno secreto que de vez em quando aflora e para o qual não há antídoto" (página 20)

"Nas conversas com minhas filhas ouço palavras ou expressões omitidas. Às vezes, elas ficam com raiva e dizem mamãe, eu nunca falei isso, é você que está dizendo, você inventou isso, Mas eu não invento nada, só escuto, o não dito fala mais do que o dito" (página 39)


"Ler e escrever sempre foram minha forma de me acalmar" (página 60)

"O cansaço físico é uma lente de aumento" (página 99)

"...Uma mãe não é nada além de uma filha que brinca..." (página 152)

Sobre o livro
Achei a capa muito bonita e adorei a combinação de cores forte e mediterrâneas. A diagramação é ótima, páginas amarelas, letras em tamanho confortável, bom espaçamento, revisão impecável. A Intrínseca caprichou nesta bela edição.

A Filha perdida
Autor: Elena Ferrante
Tradutor: Marcelo Lino
Ano: 2016
Páginas: 176
Editora: Intrínseca
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Comentários

  1. Oi Clauo, realmente parece ser um livro bem reflexivo e que marca a gente. Gosto de livros assim. Bjks!

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  2. Oi Clauo! Adoro esse tipo de leitura e a autora realmente tem esse perfil de jogar ao leitor material pra reflexões sobre relações e sobre o dia a dia! Quero ler! Beijos! Karla Samira

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  3. Oi, Clauo!
    Eu também adoro histórias ambientadas na Itália. Gostei da premissa desse, das relações familiares e por trazer reflexões. Ainda não li nada dessa autora e gostei da dica. bjs

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