Cabine de Leitura com a Escritora Jarid Arraes

 

Olá!
Ontem eu participei de um evento literário muito especial e hoje compartilho com vocês.

Participei da segunda edição da Cabine de Leitura da Companhia das Letras. Fiquei muito feliz e honrada com o convite e foi um momento muito interessante.

A Cabine de Leitura é uma ação especial da Companhia das Letras para proporcionar um acesso antecipado dos principais lançamentos da editora, além de um bate-papo exclusivo e para pouquíssimas pessoas com o próprio autor.

A primeira edição da Cabine de Leitura aconteceu no dia 19 de agosto com o autor Jeferson Tenório sobre sua obra recém-lançada, “O avesso da pele”.

Este bate-papo foi com a escritora Jarid Arraes, sobre sua nova edição de “Heroínas negras brasileiras: em 15 cordéis”. Nesta coletânea, ela resgata ― e celebra ― a memória de quinze mulheres negras que marcaram nossa história, em formato de cordel. O livro está em pré-venda e ele será lançado pela Editora Seguinte.

Estávamos em 14 convidados, entre influenciadores e o pessoal da editora. A editora da Seguinte, Nathália Dimambro também participou do encontro. A mediação da Cabine foi de Max Santos. Foi ótimo, pena que passou muito rápido.

Eu li e adorei Heroínas negras brasileiras e logo trarei a resenha para vocês. Foi ótimo ouvir a Jarid explicar sobre o seu processo de criação, sobre suas pesquisas para escrever este belo livro e mais especificamente sobre este trabalho com os cordéis.

Os cordéis de Jarid são lindos, poéticos e conversam com o leitor. Me apaixonei pela sua escrita ao ler seu primeiro livro Redemoinho em dia quente e este deslumbramento ficou mais evidente com esta leitura agora.

Bonita, educada, articulada, conversar com Jarid é um prazer. Dona de uma voz suave, que não esconde toda a potência de uma mulher forte e obstinada, me encanto com sua postura e com sua trajetória. Filha e neta de cordelistas, cresceu lendo cordéis. Explica que eles lhe são muito familiares, que está acostumada, como se estivesse falando uma língua própria. Na sua opinião, escrever prosa é muito mais trabalhoso. Conta que seus cordéis tem entre 25 e 28 estrofes e não passam de oito páginas.

Jarid conta sobre a luta pelo espaço que a cordelista precisa disputar e eu achei muito interessante esta reflexão, pois sempre vi o cordel apresentado como um basicamente espaço masculino. 

Cita Conceição Evaristo como sua heroína negra e Lady Gaga como sua heroína da vida.

Eu adorei esta oportunidade e agradeço à minha querida parceira, Companhia das letras pelo convite. Parabéns, Jarid, pelo seu trabalho. Leiam Heroínas negras brasileiras em 15 cordéis, vale muito a pena!


 






Comentários

  1. Fiquei com vontade de ler a obra. Parece ser incrível.

    Bom fim de semana!

    Jovem Jornalista
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    Até mais, Emerson Garcia

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