Entrevista com o Autor Cassio Figueira


Olá!! 
Hoje é dia de entrevista aqui no blog. Meu convidado é o autor e poeta Cassio Figueira. Conheci as poesias do Cassio ao receber o livro Portas Abertas, da nossa parceira Editora Kiron. Fiquei tao encantada com as poesias deste moço talentoso que entrei em contato com ele. Cassio foi super atencioso e aceitou meu convite para participar da nossa entrevista aqui no Blog. Confira que bacana que foi este bate papo.

1) Olá Cassio, por favor, apresente-se para nossos leitores.
Olá. Nasci em São Paulo, tenho 50 anos, sou casado e pai de uma menina linda. Sou professor universitário e minha área de formação é Ecologia. Comecei a escrever poesias na minha época de graduação, quando saí de casa e fui morar no interior para estudar. Como eu era muito tímido, isso funcionava para mim como uma válvula de escape. Após essa época, acabei me distanciando da poesia. Até hoje não entendo bem a razão disso, mas o fato é que acabei passando vinte anos sem escrever nada. Voltei de repente a poetar em 2014. Essa volta aconteceu quando revisitei minhas memórias poéticas dos tempos de graduação e decidi publicá-las. Estou muito feliz com esse reencontro com a poesia e espero que agora ela seja uma benção sempre presente em minha vida.

2) Como surgiu a ideia de escrever o livro Porta Aberta?
Esse livro, na verdade, nasceu como uma consequência da decisão de publicar minhas memórias poéticas de vinte anos atrás. Assim que tomei essa decisão voltei a escrever, mas
não tinha ideia de onde isso ia dar, se seria algo duradouro ou não. O fato é que, sem planos e para minha própria surpresa, acabei escrevendo poesias suficientes para montar um livro. E assim nasceu o Porta Aberta, que ganhou esse nome justamente por ser essa minha sensação interior ao voltar a escrever poesias.

3) Como foi o processo de criação? Você tinha uma rotina de escrita?
Não tive uma rotina de escrita e o início foi até um pouco caótico. Muitas coisas me vinham à mente ao mesmo tempo, geralmente tarde da noite e, como eu não escrevia havia muitos anos, ficava com medo de perder a inspiração e acabar me afastando da poesia novamente. Daí eu me levantava da cama e ia correndo para o computador na mesma hora. Mas com o passar do tempo fui ganhando mais segurança, mais calma para escrever e o processo foi ficando mais natural.


4) Como é ser um poeta nos dias de hoje? Você pretende escrever outros gêneros literários também?

Acho um pouco difícil. Sinto que a poesia exige um olhar mais contemplativo do mundo e da gente mesmo. Para isso é preciso dedicar um tempo, a mente tem que estar mais tranquila, mais liberta do automático e da correria do dia a dia (pelo menos para mim funciona dessa forma). O mundo hoje é muito complicado, urgente e automático, tudo é para ontem e as preocupações não acabam. Isso atrapalha um pouco. Além de poesias, pretendo escrever livretos de história para crianças. Como pai, sei bem o impacto positivo que os livros provocaram (e provocam) na vida da minha filha ao longo de seu crescimento. Quero muito escrever para crianças e poder contribuir com esse processo tão lindo.

5) Este é seu segundo livro. Conte sobre o primeiro livro, A Bordo do Mundo.
Esse livro veio em resposta a um questionamento pessoal. Na época eu tinha assistido um filme brasileiro no qual um cientista construía uma máquina do tempo e voltava para seus tempos de estudante. Daí fiquei pensando... Como seria me encontrar com aquele estudante que fui na graduação? Quanto daquele jovem idealista ainda sobrevivia em mim? O que será que eu acharia dele e ele, o que será que acharia de mim? Buscando as respostas, me lembrei das poesias que eu escrevia naquela época e que estavam há vinte anos esquecidas em uma gaveta. E quando revisitei esse material tive uma sensação estranha. Foi como se aquilo não fosse mais meu, como se eu estivesse em débito com aquele jovem que fui deixando esse material trancado em uma gaveta. Daí decidi publicá-lo. E assim, desse acerto de contas com o passado, nasceu o livro A Bordo do Mundo.

5) Como é seu contato com os leitores?
Através das redes sociais, por meio de meu instagram e também de um blog que participo chamado Recanto das Letras. Ainda, recentemente, fiz um perfil no Skoob (grato Claudia rs). Mas esse contato ainda é tímido e preciso expandi-lo. É muito bom saber a opinião das pessoas, ver como elas sentem o que a gente escreve.

6) Conte sobre projetos em andamento e/ou futuros.
No momento tenho um livro de poesias que está pela metade e um livreto infantil com a história pronta mas que falta ilustrar. Tenho também outro livro de poesias, esse para crianças, que já está pronto e que pretendo publicar ano que vem. Para o futuro, se tudo der certo, pretendo continuar publicando poesias e escrever mais livretos infantis. Tenho em mente alguns projetos na linha de divulgação científica, buscando adaptar conteúdos da Ecologia em uma linguagem simples e poética direcionada aos pequenos.

Acompanhe o bonito trabalho do Cassio pelas REDES SOCIAIS
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Gostou da entrevista? Me conta! Em breve trarei minhas
impressões sobre o livro Porta Aberta para vocês.

Comentários

  1. Que trabalho lindo você desenvolve, amiga! Parabéns pela entrevista! Gostei muito de conhecer um pouquinho mais do autor! Vou esperar sim pelas impressões sobre o livro!

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  2. Que entrevista agradável, gostei muito de conhecer o autor Cassio Figueira, parece ser uma pessoa de grande sensibilidade. Espero que o reencontro com a poesia seja perpetuado por muitos e muitos anos. Abraços!

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  3. Que entrevista linda!! Parabéns!
    Eu adorei conhecer um pouco mais do autor e de suas inspirações.
    Vou aguardar suas impressões sobre o livro.

    bjs

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  4. Não conhecia a ele e nem os livros, mas adoro essas entrevistas que nos permite saber um estranho enquanto poeta-pessoa e descobrir caminhos. Achei interessante os motes usados para os livros, principalmente desse retorno a outro tempo. Gosto desse 'delírio impossível' que apenas a literatura pode viabilizar.
    Grata pela apresentação e pelas trilhas, agora é só caminhar.

    bacio

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  5. Que linda entrevista! Não 0 conhecia, mas fiquei muito feliz em saber que é um colega de profissão meu... :)
    Desejo que ele tinha sucesso e estou curiosa pela resenha! ^^
    Bjks!

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  6. Adorei a entrevista e o autor Cassio Figueira, que há 42 anos me inspira. Você merece tudo de bom que um irmão orgulhoso pode desejar. Te amo, meu irmão.

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  7. Que delícia ler da leveza e simplicidade de como tudo começou, seguiu e que certamente seguirá. Os dois livros me foram presentes para a alma. Que venham outros mais, amigo querido.

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