Um livro por mês até o final do ano

Hoje temos uma participação super especial aqui no blog! 
Convidei a Gabriela Miranda, minha amiga querida, para falar sobre leituras, tema que amamos de paixão. Ela é jornalista, mãe do Benjamim e da Stella e é dona de um blog delicioso, o Bossa Mãe. Este convite surgiu dos nossos papos sobre leituras atuais e futuras. Com vocês o texto gostoso da Gabis. Aproveitem!
No início do ano, me propus a ler um livro por mês. Veja bem, simplesmente 12 livros. O que me parece tranquilo, considerando que um livro tenha aproximadamente 300 páginas, multiplicando por 30 dias, são 10 páginas por dia.
Li exatamente 8 livros até aqui. Uma média boa para a proposta, mas ruim para quem está acostumado a ler dois livros por mês. E alguns livros lidos não estão na
minha lista de um livro por mês. Minha cabeceira soma uma pilha de livros. A cada ida numa livraria, não resisto e compro um. Muitos estão até com leitura iniciada. O que não significa nada, pois não consigo terminá-los. 

E por que não conseguimos mais ler livros com a frequência que gostaríamos?
Recebemos diariamente uma enxurrada de informações. Ora, lemos sim! Mas geralmente não são conteúdos literários. E só um livro nos faz viajar sem sair do lugar. No faz descobrir um mundo incrível, personagens peculiares e sensações indizíveis.  
Antes, eu costumava colocar a culpa na maternidade. Depois que me tornei mãe, deixei de lado uma das coisas que mais gosto de fazer: ler. Mas convenhamos, não pensar muito para entender porque lemos cada vez menos. E não é culpa da maternidade! Há alguns anos não tínhamos a necessidade de checar a todo instante o celular, postar uma foto em tempo real, ver o que aquele perfil no instagram tinha publicado de bacana, muito menos olhar a todo momento o whatsapp. Passamos muito tempo consumindo conteúdo, em sua maioria das vezes, superficial. 

Culpa do advento da internet! Longe de críticas, amo a internet! Mas acredito que ela tira um pouco a nossa capacidade de concentração e nos mantém distraídos a maior parte do tempo. Preocupa-me a geração dos nossos filhos, completamente conectada. Será que essas crianças vão ler livros? Está certo que a tecnologia vem acompanhando a evolução toda, temos aí o kindle que nos permite acesso a qualquer obra literária. E embora tenha um desse, ainda não me conquistou. Nada substitui para mim o cheiro de um livro, o prazer de folheá-lo e grifar uma frase. 

Mas voltando ao tema inicial desse post, quantos livros você já leu em 2018? O segundo semestre é um bom período para fazermos um balanço do ano. Ainda temos 5 meses para colocar em prática todas aquelas promessas feitas na virada do ano e ainda não cumprimos. Tempo de reavaliamos o que temos feito até aqui. Tempo suficiente para ler alguns livros daquela pilha na cabeceira. E mudar
hábitos. Não precisa ter pressa, podemos ler com calma. Para inspirar, separei cinco livros para serem lidos daqui até o final de 2018. Vem comigo? 

1 e 2. Trinta e oito e meio / Tudo o que eu sempre quis dizer, mas só consegui escrevendo, ambos de Maria Ribeiro 
Li esses livros esse ano e me surpreendi. São desses que você começa a leitura e quando vê já terminou. Ambos aguçam a curiosidade e aumentam a sensação de que tem muita coisa para viver e ver no mundo.

3. Atenção Plena – Mindfulness, Mark Williams e Danny Penman
Esse aqui é para que está procurando se conectar mais consigo mesmo, com a paz no mundo frenético em que vivemos, praticar a atenção plena e ver as coisas com mais consciência. Ajuda, inclusive, a escolher melhor a forma de resolver nossos problemas.

4. O milagre da manhã - Hal Elrod
Para quem está tentando mudar hábitos esse livro é ótimo! O milagre da manhã parte de um princípio que acredito muito: todo dia em que acordamos é uma oportunidade para fazer algo diferente, principalmente tornar seu  dia com sentido. O conceito básico que ele traz, é que tudo é possível quando você está comprometido e que não adianta ficar se remoendo ou se sentindo mal quanto aos aspectos da nossa vida que não podemos mudar.

5. Tetralogia Elena Ferrante (A Amiga Genial, História do Novo Sobrenome, História de quem foge e quem fica, A filha perdida) 
Perdoe-me se você já leu. Mas é que amo essa história e autora. Adoro a ideia de que a identidade dessa autora é mantida em segredo e acho que por isso amo tanto essa tetralogia. Esse mistério em torno da sua identidade, deixa suas obras ainda mais interessantes. Confesso que não foi amor à primeira vista. Comecei a ler o primeiro livro, parei na metade porque começou a me cansar a falta de acontecimentos extraordinários na trama. Foi quando ganhei de Natal do meu pai, o próximo livro da lista, Dias de Abandono. Devorei em poucos dias, me apaixonei e voltei para o primeiro livro da tetralogia. Do segundo livro para o quarto, a obra fica arrebatadora. Incrível. Você termina um livro e já quer a sequência dele. Imagina quando acabei o terceiro e não tinha o último no Brasil?! Foi lançado só no meio do ano, então fiquei aí uns três meses na espera. E quando chegou fiquei com dó de começar a leitura porque sabia que seria o último livro da história.




Comentários

  1. Oie, Clauo!
    Que delícia de post, eu adorei a Gabis!
    Infelizmente a internet tira mesmo boa parte da concentração e do tempo de muitas pessoas, eu já não sou muito ligada, mas sei que é dessa forma mesmo.
    Tenho como meta 100 livros no ano, mas não sou rígida nisso e também tem os fatores externos que podem ocorrer, tanto que no ano passado não consegui atingir a meta.
    Esse ano até aqui 69, não sei se vai dar certo, mas vamos que vamos! O que interessa é ler sempre, com prazer e amor!

    bjs

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Oi Cláudia eu amei o post e a escrita da Gabis também, na verdade com relação a leitura de livro meu foco deixa muito a desejar demoro muito para terminar de ler um livro, preciso colocar uma meta para mim assim como a Gabis, quem sabe assim eu consigo, adorei a dica de livros vou anotar para pôr na minha lista bjos pra vcs❤️🌿🤗

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  4. Olá meninas! Realmente a internet consome muito o nosso ou melhor o meu tempo!!! Estou mais atenta a isso, e determinei um horário onde desligo o celular, computador e me dedico a leitura. Por enquanto li 37 livros mas se ficasse menos tempo na internet teria lido bem mais...
    Abraços
    Ale Helga

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  5. Gostei muito do post. Eu sou uma pessoa que gosta de colocar metas pra tudo, mas não costumo fazer isso com os livros que leio. Para mim, ler sempre foi uma coisa tão prazerosa que não me agrada a ideia de estipular um prazo para ler uma quantidade x de livros. Por outro lado, entendo e concordo muito com o que foi dito a respeito a respeito de não conseguirmos ler com a frequência com que gostaríamos. Acho que para quem a causa disso é a dificuldade de concentração, a ideia de estabelecer uma quantidade de livros a ser lida em determinado prazo é ótima. Mas para mim o problema realmente é a falta de tempo. E olha que eu me considero uma pessoa que administra relativamente bem o seu tempo, mas minhas prioridades tem sido outras no momento. Esse ano li 17 livros (só de literatura, sem contar livros para estudo/aprendizado) e acho um número razoável, embora já tenham existidos épocas que eu li bem mais que isso. Enfim, pra mim é uma questão de como a vida anda, as vezes consigo ler muito e as vezes menos.

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  6. Eu li trinta e oito e meio e gostei imenso do ritmo. Me identifiquei bastante. Foi uma leitura rápida e gostosa. Já a famosa Elena não me conquistou. Li de arrasto...e só não abandonei porque queria tentar entender porque tanta gente gosta. Não me sai bem nisso não.
    E quanto a crítica a internet, acho que a mesma já foi feita com relação a televisão e ao vídeo game. Somos distraídos por natureza, independente da época, sempre há algo para nos afastar das coisas boas da vida, como um abraço, diálogo e café. Eu uso, mas não abuso. rs
    A Gabi estava lá no nosso grupo, mas acabou não participando mais... espero que volte. Gostei do blogue dela, ainda o acompanho e acho que acrescenta muito ao nosso grupo.

    bacio

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