Entrevista com o Autor Adriano Paciello


Olá!! 
Hoje é dia de entrevista aqui no blog. Meu convidado de hoje é um autor que eu admiro muito, o Adriano Paciello. Um fato curioso, conheci o Adriano por causa do nosso amor pelos pugs! Foi através das fotos da Brigitte, a sua filha peluda, uma pug gordinha linda, que comecei a acompanhar seu trabalho como escritor. Fiquei honrada quando Adriano me convidou para ler seu livro, Os Últimos dias de dilúvio da serra, da Chiado Books. O livro me conquistou, adorei a leitura, a escrita do Adriano é linda!
Adriano é casado com a Andressa e pai da Brigitte, uma cachorrinha que adora posar para fotos e é amiga do nosso Zacarias. Confira nosso bate papo.

1) Olá Adriano por favor, apresente-se para nossos leitores.
Meu nome é Adriano Paciello, tenho 45 anos, e trabalho com a língua portuguesa, lecionando e criando histórias e materiais didáticos desde 1995.

2) Os últimos dias do dilúvio da serra, publicado pela Editora Chiado é o seu primeiro romance? Como surgiu a idéia de escrevê-lo?
Sim, eu o escrevi em 1995 e o reescrevi para ser avaliado pela Chiado em 2016. Mas antes já havia publicado, em 1998, GROSELHA & ROCK´N´ROLL, uma obra juvenil, que ganhou o prêmio Teresa Martin daquele ano. A mesma obra foi relançada pela editora Protexto, em 2007. A ideia de escrevê-lo veio numa noite de 25 de janeiro de 1995, quando uma chuva torrencial não me deixava dormir. Foi fácil unir minhas superstições e a tempestade.

3) O seu trabalho como professor de português influencia a sua escrita? Como é esta relação?
Muito. Acabo criando e revisando ao mesmo tempo, uma loucura. Não dá pra deixar o trabalho todo apenas ao revisor, mesmo porque algo sempre acaba passando. Minha esposa faz a revisão da história e também dos deslizes gramaticais que acabam passando.

4) Fale um pouco sobre seu outro livro, Gramática com Humor.
Desde que comecei a lecionar, em 1998, sempre tentei unir o humor às aulas, porque creio que ele consegue iludir os mais desinteressados e prendê-los ao mesmo tempo. Então acabam aprendendo sem querer. Minha característica com piadas ficou mais evidente em 2002, quando comecei a lecionar para cursos preparatórios a concursos públicos. Com o advento das redes sociais, criei uma fanpage, em 2014, em que publicava dicas diárias sempre com muito humor. Em 2017, essas dicas foram parar no Youtube, que as publica semanalmente. São mais de 53 vídeos curtos. E acabaram virando um livro pela Nova Concursos.

5) Como é o processo de criação dos seus livros? Você tem uma rotina de escrita? Você se dedica exclusivamente ao seu trabalho como escritor?
É uma loucura. Tenho um moleskine, presente de minha esposa, basicamente as ideias dos romances ficam ali, principalmente nomes de personagens, datas e tramas. Mas faço questão de escrever o final, a frase final ali. São raras as vezes que não as utilizo no fim de cada obra. Parei de lecionar em 2016. Até esta data, escrevia menos. Tanto que meu último livro havia escrito em 2008. Escrevi outro em 2011 e, em 2012, criei um blog, o CAZZO!, em que escrevi durante quase 4 anos seguidos uma crônica por dia. Ali foi meu exercício diário. Quando larguei os tablados há 2 anos, minha rotina de escrita é diária. Minhas criações não param, emendo um livro atrás de outro. Muitas vezes, acabo tendo uma ideia durante a criação de outro romance. De 2016 pra cá, contando algumas recriações e ajustes, foram exatos 19 livros, sendo dois infantis.

6) Como é o seu contato com os fãs?
Ainda fico envergonhado com os elogios. Gosto de ouvir críticas, mesmo as ruins. Mas eles acabam sendo generosos.

7) Você escuta músicas quando escreve? Se fosse montar uma playlist para Os últimos dias de dilúvio da serra, qual seria?
Basicamente rock´n´roll. Mas, dependendo da época em que se passa a narração, eu escolho a dedo, para criar uma verossimilhança com a história. Por exemplo, escrevi um romance do século XVI ouvindo apenas a trilha sonora de CONAN, O BÁRBARO, pois havia muitas cenas de batalhas. Era comum abrir o computador, colocar os fones e se enveredar pelo mundo que criei. Outra história, que se passa na época de Cristo, escutava Mozart. Um outra narração, que se passa no Rio, na década de 1940, Piaf e Glenn Miller tomaram conta. Alguma cena mais romântica, clássicos dos anos 70 e 80 etc. Mas basicamente o rock´n´roll toma conta. O mais engraçado é que eu costumava ir à biblioteca para escrever e muitas vezes, com os fones, e o som no último volume, eu me perdia na história e me pegava tocando uma bateria imaginária. Já me pus em situações vexatórias.

8) Você pretende escrever outros gêneros literários também? Conte sobre projetos em andamento e/ou futuros.
Escrevo ficção e infantis somente. Estou escrevendo atualmente uma ficção mais de cunho psicológico, um clima noir, pesado, daquelas que espelham a realidade das famílias cuja relação se perdeu ou nunca existiu. Quando o trabalho flui bem, chego a escrever 9 páginas em um dia, este me toma 4 no máximo. Acho que somos todos
um pouco deste fracasso ou desta mentira chamada família.

Papo Rápido
Um livro: O PERFUME, a história de um assassino.
Um filme: HAIR
Um escritor/escritora: José Saramago - Lygia Fagundes Telles
Um ator/atriz: Sean Connery - Fernanda Montenegro
Um personagem: Berger, de Hair
Um desejo: figurar entre os escritores mais importantes do mundo
Gosto de: Paris.
Uma frase: "Sou tudo aquilo que perdi", Fernando Pessoa.



Acompanhem o trabalho do Adriano Paciello pelas redes sociais

Foi muito bom conhecer melhor o seu trabalho. É sempre um prazer conversar com o Adriano, pois além de atencioso e gentil, é ótimo ouvir alguém que se expressa tão bem.


Aproveitamos para fazer um convite muito especial. O Adriano autografará o seu livro Os Últimos dias de dilúvio da serra na Bienal do Livro de São Paulo, no próximo sábado, dia 04/08, às 15 horas. Participem! Estaremos lá.








Comentários

  1. Que legal, eu acompanhava o blogue dele, indicação de uma amiga que hoje não tem mais blogue e nem mora mais em Sampa. Mas não conheço os livros dele. Fiquei curiosa.
    Achei interessante o desejo dele... rs

    bacio

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  2. Que legal!! Eu não conhecia e adorei. Achei sensacional o Gramática com Humor, fiquei bem curiosa.
    E que gracinha a Brigitte!!!

    bjs

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