Estimulação Ovariana - Papo Médico Com Dr. Rodrigo Rosa

Olá!!
Hoje é dia da nossa coluna médica com o Dr. Rodrigo Rosa. O tema deste mês é estimulação ovariana. Escolhemos este tema, pois tenho acompanhado várias mulheres em processo de fertilização e este assunto sempre gera dúvidas. Achei muito interessante as explicações do Dr. Rodrigo. Confira abaixo.

Há diversos protocolos de estimulação dos ovários nos ciclos de reprodução assistida, mas todos seguem o mesmo objetivo: melhorar a quantidade e qualidade dos óvulos produzidos.

Em um ciclo estimulado durante o tratamento de fertilização in vitro, o foco é obter óvulos maduros (capazes de serem fertilizados) através de uma punção dos ovários antes que a mulher ovule espontaneamente.

No caso dos indutores de ovulação injetáveis são os próprios hormônios que vão estimular a paciente a ovular mais e por isso, são usados para aumentar as chances de sucesso de um tratamento de reprodução assistida. Geralmente os hormônios são transferidos através de injeção subcutânea, em dose diária e aplicados por cerca de 10 dias. O acompanhamento de ultrassom é imprescindível para realizar ajustes de dose e ter ciência do resultado do tratamento.

Os efeitos mais comuns são retenção de líquido (por causa do aumento do nível hormonal) e alterações de humor semelhantes às que acontecem na TPM. Vale ressaltar que esses medicamentos não aumentam o risco de câncer de mama, útero ou ovário e que também existem opções via oral.

Mas a grande novidade nesse assunto fica por conta da chegada ao Brasil de um novo medicamento para estímulo ovariano. O “Rekovelle” é mais uma opção de medicação que pode ser benéfica para diversas pacientes.

É o primeiro FSH (hormônio folículo-estimulante) recombinante de linhagem humana (os demais são de origem animal) e sua dose é individualizada de acordo com o peso e a reserva ovariana através da dosagem do hormônio antimulleriano (responsável por avaliar o estoque de óvulos). Esse ajuste individual da dose tem como objetivo diminuir os riscos da síndrome do hiperestímulo ovariano nas pacientes com grande reserva e potencializar ao máximo o recrutamento de óvulos nas mulheres com baixa reserva.

Algumas vezes precisaremos associar medicamentos para ter a resposta ideal para cada caso. O conceito seguido deve ser de que o tratamento deverá ser sempre individualizado e não existe "melhor ou pior", mas sim o ideal para cada paciente.
Obrigada Dr. Rodrigo pela sua contribuição, seus esclarecimentos tem ajudado nossas leitoras. Esta coluna me deixa muito feliz.  Gostou do tema deste mês? Você gostaria de ver algum outro tema apresentado aqui? Você pode nos escrever, deixando sua sugestão ou sua dúvida. Até o mês que vem!!


Rodrigo da Rosa Filho é Graduado em medicina pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp/EPM), Membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH) e da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo (SOGESP),  co-autor/colaborador do livro “Atlas de Reprodução Humana” da SBRH e autor do livro ” Ginecologia e Obstetrícia- Casos clínicos” (2013). É diretor clínico e sócio-fundador da clínica de reprodução humana Mater Prime.


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